Março é das mulheres e das vozes que ocupam a cidade

Dizem que o ano só começa depois do Carnaval. Pois então: começamos. E começamos no mês das mulheres.

Março chega lembrando que festa e enfrentamento não são opostos, convivem na mesma cidade, no mesmo calendário, na mesma realidade. Se fevereiro foi de blocos e encontros nas ruas, março é de mobilização consciente. É importante lembrar que o 8 de março não é data comemorativa; é marco histórico de reivindicação por direitos, segurança, autonomia e igualdade. É mês de luta porque os desafios seguem presentes.

Em São José dos Campos, essa mobilização ganha forma no ato convocado pelo Fórum da Mulher SJC, que ocupa a Praça do Sapo no dia 7 de março. A mensagem é direta: o silêncio não protege, a denúncia salva vidas. A violência contra a mulher atravessa casas, relações e espaços de trabalho.Mas, quando mulheres se organizam, podem transformar medo em voz pública.

Essa construção também acontece no cotidiano. Uma iniciativa que a Revista IP acompanha faz tempo é o trabalho do Centro Dandara, projeto que atua com acolhimento, formação e fortalecimento de redes. São espaços como esses que mostram que política pública precisa de escuta, estrutura e continuidade.

Março também expõe debates relacionados à cultura da cidade. Um artigo publicitário divulgado no G1, com base em dados apresentados pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo, apontou “alto grau de satisfação” na área cultural. O posicionamento foi questionado pelo Fórum de Cultura SJC, que afirma haver redução de atividades e defende maior transparência.

Outro tema que mobiliza a cidade é o leilão da área histórica da antiga Tecelagem Parahyba, divulgado pelo G1 e pelo O Vale. O imóvel, considerado um dos marcos do patrimônio industrial de São José dos Campos, entrou no centro do debate público, com questionamentos sobre o processo e pedidos de apuração por parte dos moradores. A discussão envolve aspectos financeiros, além da preservação de um espaço de relevância histórica e cultural para o município, colocando em pauta os critérios e as garantias de proteção do patrimônio local.

É nesse cenário que a Revista IP segue atuando. Em fevereiro, publicamos o Olhar IP sobre o Baile da Magô Pool, acompanhando como iniciativas independentes movimentam a cena cultural local, e destacamos o livro Jovens do Pinheirinho – vivências e memórias”, que resgata relatos ligados a um dos episódios mais marcantes da história recente da cidade.

Também atualizamos as regras do nosso Calendário Cultural, com mudanças no processo de cadastro de eventos para tornar a organização mais transparente e eficiente. Produtores, artistas e coletivos podem consultar as orientações na newsletter e enviar suas informações dentro dos novos critérios.

A Revista IP permanece aberta a textos de opinião, divulgação de livros, eventos e bandas autorais da região. Quem tiver interesse pode entrar em contato diretamente pelo WhatsApp.

Seguimos acompanhando os movimentos da cidade, das ruas aos editais, dos palcos aos espaços de memória. Para que esse trabalho siga acontecendo, o apoio dos leitores faz toda a diferença. Quem acompanha a Revista IP pode contribuir:

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Abraços Culturais,

Renata Guarino,

Editora da Revista Ip

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